a gente não aprende. nunca. e só insiste. em pôr a prova de. essa merda que insiste em tum. que eu não consigo impedir. tumtum. tumtum. e aí de novo um tum - mas tem esse lapso de 2 segundos pra tum de novo. é nesse lapso de tum que sua voz toma conta de todo o espaço vazio que eu tenho nesta minha cabeça loira. segundos de lapso que te imagino nu a nenhum centímetro distante da minha barriga. sim, vamos conversar sobre a artista plástica infame que rouba tua nobre presença nesta noite. ou sobre um não-saber-fazer. sobre quão quente o pantanal pode ser. sobre qualquer coisa mundana. porque tu não faz idéia. de como eu somente queria perder meus dedos em cada demi-cacho teu. e meu deus. depois me perder em qualquer lugar. se eu conseguisse somente isso. e de sumir do meu mundo endeusado. pelamordedeus. alguém nesse mundo, desliga isso em mim. se precisar, que eu tenha até curto. porque não é possível. pára tudo, remi. ativa o lobo frontal. veja os sinais. entenda como isso tudo é falésia abaixo. que não tem volta. no reboot.
but.
...all i know, is that you're soooooooo nice...
[nicest thing - kate nash] isso aí malcoeur, dando uma de hunnybunny na cidade grande. o caminho pra se foder é esse, guria. siga reto e em frente. com foRça. a passos largos. você chega lá. as always.
de receber um email, um convite de aniversário em um barzinho. vou? desde que saí do pantanal rasguei minha carterinha da funai. motivos de força maior me impedem de querer continuar a participar de derrocadas da vida de sexta-feira. então, como sou novata na big city, procurei na internerd qualquer tipo de informação sobre o espaço e achei isso:
SOU MORADORA DA RUA bibibi, AO LADO DO BAR bóbóbó. ESSE BAR É FREQUENTADO SÓ POR PESSOAS GROSSEIRAS E SEM A MENOR EDUCAÇÃO, JÁ CHAMEI A POLÍCIA DUAS VEZES, DEVIDO AO BARULHO. ACHO QUE AS PESSOAS NÃO TEM QUE FICAR " BERRANDO " EM FRENTE Á CASA DOS OUTROS, JÁ QUE O OBJETIVO É APENAS SE DIVERTIR. NÃO O FREQUENTEM. VILA OLÍMPIA É A MELHOR OPÇÃO.
além de ter achado um local ótimo pra sair em sp, finalmente eu achei outra função pra gurias do nype dão a vila como opção possível de saída além de combustível pra fornos a lenha: guia de balada ÓTIMAS em sp.
eu sei que este nao é seu email, mas eu sei que a mensagem será lida por tua mama. e se ela nao ler...ficará de vez sem peitos.
sua mamãe hoje faz anos. e faz anos que eu queria poder abraçá-la. mas mais uma vez no seu aniversário ela está um tanto longe de mim. ela está num país cheio de gente fedida e chulezenta, mas que sabe um tanto do que é bom gosto. bom gosto pra comida e bebidas e... acho que só. educação eles ainda tem que aprender muito com nós brasileiros. essa sua outra metade, sua metade boa. a outra é meio azedinha, ainda não te disseram isso, não é? bobgagem! nem leve a serio. ninguém é perfeito, certo?
entao. voltando à mamae.
mamae é muito amiga da tia aloca aqui. e ela faz muita falta. falta na minha vida, nos meus risos, nos meus problemas - que são pequenos perto de tudo que já foi. o maior e melhor presente que eu poderia dar é um abraço e um "venha logo porque eu tenho saudades". e venha logo porque a tia aqui agora tem apartamento no mesmo prédio do pepê, aquele cachorrinho gente fina. eu moro no segundo andar, virado pra fundo de quadra. divido o apartamento com um boiola de 2 metros de altura. vou dividir, né, porque eu mudo esta semana. quando voce crescer um pouco mais, mamãe explica o que é "boiola" e o que esses fazem entre quatro paredes e que irrita tanto pessoas que dormem de calça jeans. ah! e aqui no apê da tia nao tem cachorrinhos, (o que faz de mim uma demi-humana, porque os cães são preciosos e precisam de nós pra nos completar, e vice-verso), e como nao tem cão, voce não terá medo, nem nojinho, e poderá correr pelada pela casa com os braços esticados pra cima da cabeça gritando coisas obcenas como: "estou pelada galerem, venham me pegar!!!" exatamente como a tia aqui fazia quando acabou a faculdade e descobriu a vida boa.
prometo que desta vez farei uma perfeita imitação de vaquinhas, galinhas e prostitutas da augusta. cantaremos músicas de ninar francesas com letras deturpadas - bem baixinho pro seu pai não ouvir. faremos competição de pum na varanda da casa do tio panza. enfiaremos o dedo no nariz e limparemos o salão, compararemos o tamanho da produção e depois...bom, depois a gente cola em alguém. e fica rindo cruelmente. tudo isso porque sua mamãe tem que pagar os pecados que acumulou ao longo da vida e ninguém melhor que eu pra canalisar essa força do mau.
entao o combinado é o seguinte: dê um abraço na mamãe por mim de aniversário, que quando voce vier eu te pago em homens.
moeda barata. homens brasileiros.
os que sabem das coisas. assim, ainda que meio que pela metade, mas sabem de alguma coisa pelo menos.
combinado?
*cumprimento de mano*
[morrendo de vergonha e nao colo aqui nem a pau o que estou ouvindo]
“Você tem dúvidas a respeito da vida? Não está muito certo de que ela valha a pena? Olhe para o céu: ele está lá para você. Olhe para o rosto de cada pessoa com quem você cruzar na rua: esses rostos estão lá para você. E a própria rua, e a terra debaixo da rua, e a bola de fogo lá embaixo da terra: todas essas coisas estão lá para você. Elas estão lá para você tanto quanto para as outras pessoas. Lembre-se disso quando acordar pela manhã e pensar que não tem nada. Levante-se e vire-se para o leste. Agora celebre o céu e celebre a luz dentro de cada pessoa sob o céu. Tudo bem se tiver dúvidas. Mas celebre, celebre, celebre."
o boss diz que a minha maior punição (e que será aplicada caso eu não o obedeça e respeite horários, trabalho escravo sem remuneração e afins) será a abstinência - por tempo indeterminado - a queijo, INTERNET e papa-bolinhas.
d-edge. são cinco da manhã. com a visão turva, tento focar: meu deus, o que é a-q-u-i-l-o? cinco segundos de eterno desespero de sinapses. sim, reconheço um trenzinho de dykes, todas de preto, maquillage borraaaaaaada ...a cabeça da maquinista que conduz o crime de bolachas me olha e diz: "vá se foder, vá se foder". é a lee, desgranhenta. ela me abraça, eu abraço de volta, e me despeço com o dedo do meio em riste. o que mais eu pronunciei a moça, deus, nunca me faça lembrar. sim, lembro. apresentei-a ao d1to, que chocado por me ver aliada a tais pessoas, não atende mais meus telefonemas. mentira. atende, ri da minha cara e ainda lembra em detalhes de como eu me relaciono carinhosamente com meus amigos de sampa.
eu pedi orloff ice. isso virou no cérebro do mocinho de peitoral avantajado em: ballantine's. agora me diga, você vê uma mulher como eu na balada (odeio,odeio,odeio, mas vou), me diga, mas me diga MESMO se eu tenho cara de quem toma essa merda?!! manda uma veuve cliquot se eu te disser "rabo de galo", ok?
o menino bunda-le-lê de camiseta che-guevara wannabee pega a menina paty demi-descolada. ela sabe que o pai dele tem grana, assim, tipo, só pode. muita babagem financeira. sóooo pode. nada justifica a guria continuar a beijar um carinha que, não se banha, usa cabelo encaracolado armado, e após longos e molhados beijos pronuncia: "ai meu deeeeeus. ai meu deuuuuuus." e passa a mão na própria barriga.
meu deus, socorro, né?
sempre tem o casal pagodeiro+vadia com cabelo mico-leão dourado. ele vai até o chão se esfregando nos rolinhos provolone daquele corpo feminino sensuellen. ela está tão bêbada que passa a mão inúmeras vezes nos cabelos platinados e armados até o último respiro e resquício de chapinha mal-feita pra exalar seu glamour. nessas horas eu quero minha cama. pra dormir e nunca mais acordar. pior. nesta balada havia até um vanilla ice-ice-baby mas eu parei de reparar nos maiores desastres daquele look porque ele jurava que estava sendo paquerado. por mim. pelamor. eu tava medindo o tamanho do topete e fazendo as contas de quantos anos tinha essa criatura quando eu dançava ao som do loiro-negão da década de 90.
o banheiro era misto. má naum tive dúvda. passei desfilando pelo mictórios preenchido de gelo. pro desespero do segurança que tentou em vão me segurar pelos cabelos. qual a função do gelo? bial? alguém? me explica em funcionamento?
- vamos embora, pelamordedeus toelha.
- ném fuódendo.
cinco segundos depois estou na porta da casa noturna. uma clubite desgraçada na cabeça. a porra da polícia está na porta. os vigilantes. do bafômetro que todo mundo põe a boca. uma coisa privada de rodoviária. isso, agora lamba, senhora. mas saímos do estacionamento e fomos rumo ao léu sem maiores problemas. ele me conduziu em poucos minutos a minha casa. ou levou um tempo. não lembro. o alcool me prega peças, sabe? oh, direto pra casa hein, guri? mas o unico recado de vida que chega ao meu celular muitas horas depois é: "acabou de acordar? e eu que acabei de sair da delegacia..."
nem é por mal. simplesmente nao TENHO conseguido. existir. nem é razão este novo endereço, nem o espaço/tempo/caralhos. nem foi a mudança de cidade. até porque metade de mim sempre está em outro lugar. eu inexisto onde meus pés estão presentes. e até tento. existir. meio que em vão. carpe diem é coisa pressa gente que não tem o que fazer. e eu tenho muito do que reclamar, mandar à merda, e querer sublimar. máimoto? no carpe diem. dig a hole. a fucking huge one. that's the only way out, people. merci therapy. merci antidepressivos. mas a essência, ah a essência. ela tá aqui, oh. simplesmente não tem como me livrar de mim. 33 anos e é isso. a vida não aconteceu. ela é isso. já esfreguei o asfalto desta cidade na cara, tentei me dizer de todas as formas que é isso, e é tudo isso, acorda pra sua vida sua putinha mimada. rá. e já comecei tudo errado. inexistindo. ando pela cidade com trilha sonora que jamais tocará quando eu encontrar um momento de felicidade. invento histórias perversas pra todas as pessoas esquisitas que passam ao meu lado nas calçadas imundas da augusta. lidar com o real? como fas? meu próprio trabalho consiste em criar mundos diferentes para se morar. habitar. viver. e entro nisso de cabeça, braço e fundilhos. claro. pelos fundos eu também entro. nada de novo não é mesmo, malcoeur? nessas, peguei o seu melhor amigo, e depois peguei de novo. e vou pegar mais uma vez porque você merece. e se parei de blogar, culpo apenas ao in treatment. que é uma das melhores séries que já assisti. descobri que depois que se é analisada, nunca mais se é mundano. você aprende como funciona seu mundo, e sabe que precisa mudar seu comportamento. mas como ninguém explica. muitas vezes, simplesmente não se sabe como se dar o reboot. e por aí vamos.
quando estar em saint paul, você pode tudo. até viver. welcome to reality.