meu blog me deu no saco, o twitter me dá no saco. não gosto da diagramação e caracteres limitados. caracteres limitados de cu é rola. e… um tumblr, fiorenzatti? mas até aí, né. tenho 33 anos e não tenho idéia do que faço com minha vida. o “porque” começar um tumblr então me parece mais imbecil que justificar minha “so called life”. tem nada de novo. reclamamos como sempre. tem imagens como sempre. auto destruição como sempre. welcome to the rabbit hole.
quando esse tipo de anuncio sai na internet nunca dá pra saber se é verdade. sempre tem uns cuzões de plantão fazendo da nossa vida um inferno. mas não é à toa que o fogo no rabo subiu até as orelhas. sparklehorse fez o melhor album de 2007. na minha MODESTA opinião. a grande merda é que não achei nada de concreto sobre esse projeto novo. você, inútil, não sabe nada sobre sparklehorse? aaaahhhhh...bandinha do mike, uma pessoa tão... sensata. mocinho multi-instrumentista com melhor background ever: em 1996, muito feliz com a vida, flanando em londres, excedeu no álcool, valium e anti depressivos e caiu inanimado no chuveiro. o mocinho ficou em em coma por mais de 14 horas com as pernas paralisadas - peripécia que o levou a ficar em cadeira de rodas durante 6 meses. aí deus castiga, sabe? aquelas coisas. ele foi obrigado a fazer turnê. figurino cadeirante. tipo, tentativa FAIL de suicídio garantiu meses de humilhação publica. adoro essas histórias. acho assim... humano.
sumimos, certo? é que a gente entrou em processo de filmagem publicitária de restaurante imperialista. e pra começar os dias, esta musiquinha.
juro. pré-filmagem não é glamour.
outra: que se foda. vou recomeçar a reclamar no blog à la hunnybunny. jurei que não ia entrar na vibe #muro das lamentações. mas que se foda. esse blog já é uma mistura porca de tumblr com twitter, e fazer terapia é quase o motivo final de estar na web. os remédios definitivamente atrapalham, tornam os sentimentos duros. mas vamos lá.
nunca consegui separar a diferença entre tatoos e bruises. inconscientemente são as mesma coisa. já tentei me convencer conscientemente. não consigo. e a lógica ainda continua assim: pela quantidade de bruises internos, não preciso de tatoos. no máximo, skin picking, e olhe lá, quando o t.o.c. está fora de controle.
me diz que queria que tudo não passasse de um terrível sonho. juro que eu o faria acordar, se pudesse. com choro, diz que nos sonhos não há detalhes nas coisas. ele sabe portanto, que não está sonhando porque todas as coisas à sua volta têm. os malditos detalhes. do dia do velório da minha mãe, talvez hoje seja aquele mais assustador, desde então.
isso aê, remi. assopra as velinhas desse bolo que te dedica. que timming cagado o teu, hein. e depois de levar o fora mais fora de todos os tempos...me diga, internerd. como é que faz o outro entender: NÃO FIQUEI COM ELE, NEM NINGUÉM QUE TENTOU O IMPOSSÍVEL COMIGO ONTEM - PORQUE FUI PREMEDITADA DE CASA, MON CHER. O MEU FRANCES ERA PRA SER TEU. BOBÃO.
licking my bunny paws. hunpf.
[we are scientists - after hours] FORA N°47 and counting!
meio que fiz uma meta pra 2009. socialmente falando. que eu quero mesmo construir uma vida qq pra mim. mesmo sendo uma temporária aqui em sp. dentre as várias coisas que preciso me forçar a fazer, é sair pra baladinha. pelo menos 1 vez por semana. copiando descaradamente uma receita dela. porque primeiro, se depender de boa vontade (ótimo nome pra banda gospel, hein) eu NUNCA vou sair. segundo que acho deplorável sair justo numa hora em que deve se estar dormindo. terceiro porque eu amo música e não dá pra viver uma vida plena em sp sem viver a real life of it. o ano passado comprova - errr, os scores do ano passado comprovam. scorebom foi quando em música boa. então estamos saindo. eu e meu mau humor. com ou sem companhia humana. e é uma grande duma merda. essa insegurança. de botar o modelito e encarar a noite augusta acima. quando se odeia gente. de toda e qualquer espécie. quando 90% das pessoas estão na terra somente pra poluir. quando você sabe que as pessoas te olham muito curiosamente com wtf?gritando nas sombrancelhas. porque o meu estereótipo não combina em nada com os modernetes em questão. né? tipo, a onda anos 80. porque essa coisa vintage anos 80 tá com tudo por aqui. todo mundo com cabelo repicado à la caixa de supermercado. e as mangas bufantes, as de presunto. essa semana ainda vi duas calças vermelhas. gente. calça vermelha. em guri. aterrorizei porque também vi um decote coração. aloR?mental health? ok, ok, foco. eu saio pra socializar. repito isso 300 vezes no próprio percurso. daí que fico toda own por um gurizinho freakzinho, meu número exato de encaixe de quadril. e justo no dia que estava presente uma amiga que conhecia o dito, ele estava acompanhado. fui apresentada ao fofo in real person, mesmo tendo a idade de nascimento perfeitamente alinhada ao meu debute à sociedade. fuóda-se, eu perderia facinho umas 5 horas ali. mas não dá, ele tá com uma guria. que tem cabelo repicado. do tipo "gerente das caixas de supermercado".
perdo a linha, não, galerem. me mantive forte no projeto social. música acertada. ambiente mais ou menos. bom, que tem muita gente olhando, analisando, tem. até porque eu sou demi-novidade que vai na cara de pau praticamente sozinha na balada. e isso é perceptível. essa história desenrola para um certo dia que sinto que tem alguém olhando. ou eu que estou olhando muito, descaradamente. constrangedoramente. e eu olho pra esse guri que me olha e penso racionalmente: nem fuódendo. mas minhas entranhas repuxam. e o botão I WANT IT é ativado. e voce bem sabe que nessas horas o guri pode ser o cão chupando manga, vesgo, manco, MANETA, mas nada, NADA FREIA O INSTINTO. de: I WANT IT. e esse guri me olha dicomfoRça; e eu retribuo fervorosamente ao olhar, ainda que meio de lado, disfarçado, sem muita questão de querer ser VAGABUNDA, sabe?
i'll go for shit. mas né. vai que a coisa anos 90 volta com tudo, certo? o aRtista em questão é um tal de stefan bruggeman. nunca ouvi falar. só pra mencionar. tá?